Prospecto definitivo de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias de emissão de Amazonino Mendes
1. DADOS PESSOAIS
Nome completo: Amazonino Armando Mendes
Partido: PTB – Partido Trabalhista Brasileiro
Formação acadêmica: Direito
Nascimento: 16/11/1939 – Eirunepé, AM
Profissão: Advogado
Estado Civil: casado
Contatos:
http://www.manaus.am.gov.br/prefeitura/prefeito
http://twitter.com/Cidade_Manaus
http://twitter.com/pref_amazonino
2. INFORMAÇÕES SOBRE A OFERTA
Na oferta pública inicial de Amazonino Mendes estão sendo colocadas no mercado 200.000 ações ordinárias, a UVP 18,55 cada. Ou seja, o valor total dessa oferta é de UVP 3.710.000,00.
3. INFORMAÇÕES SOBRE O POLÍTICO
No final da década de 1950 e começo de 1960, Amazonino se insere nos movimentos estudantis de esquerda ainda como estudante secundarista. Foi neste período que teve os primeiros contatos com o então governador Gilberto Mestrinho, que o recebia em audiência para atender pleitos estudantis. Com o golpe militar de 1964, Amazonino foi preso por militares.
Amazonino começou na vida pública exercendo os cargos de diretor auxiliar do extinto Departamento de Estradas e Rodagem (DER-AM) e chefe do Serviço de Transportes Rodoviários do Departamento de Estradas e Rodagem na década de 80.
Por indicação de Mestrinho, Amazonino foi prefeito de Manaus de 1983 a 1985. Foi governador do Estado de 1987 a 1990 e senador de 1991 a 1992. Voltou a ser prefeito de 1993 a 1994 e novamente governador, por duas vezes consecutivas, de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002.
Enquanto governador realizou diversas obras de urbanização de diversos bairros de Manaus, ajudou a implantar outros como o Mutirão, que hoje leva seu nome, Amazonino Mendes, bairro Armando Mendes e construiu dezenas de casas populares. No âmbito social, implantou um programa de combate à fome fornecendo cestas básicas a milhares de famílias carentes. Isso foi mantido durante todo o seu governo.
Em 2004, Amazonino se candidatou novamente à prefeitura de sua cidade, mas foi derrotado nas eleições por Serafim Corrêa.
Em 2006, tentou a eleição pela quarta vez a governador do Amazonas (pelo PFL) e foi derrotado pelo governador reeleito Eduardo Braga (PMDB) no primeiro turno, com 50,63%. Assim, Amazonino não conseguiu ir para o segundo turno por apenas 0,63%, ficando em segundo lugar.
Candidatou-se a prefeito novamente em 2008, enquanto respondia a processos de crimes contra a lei de licitações. Venceu as eleições no segundo turno, com 57,13% dos votos válidos.
4. FATORES DE RISCO
No ano em que assumiu a prefeitura de Manaus (1983), decretou aumento de 100% na tarifa do transporte coletivo. Estudantes e opositores foram às ruas, mas o movimento de protesto foi violentamente reprimido pela Polícia Militar.
Durante a campanha de 1986, Amazonino fez apologia ao crime ambiental prometendo dar uma motosserra a cada caboclo do interior do estado. O IBDF (atual IBAMA) ameaçou processá-lo e ele recuou. Chegou a distribuir 2.000 motosserras aos eleitores, as quais acabaram vendidas a madeireiros a preços irrisórios.
Em 1989 Amazonino atentou contra a Constituição Federal extinguindo a Polícia Civil, alegando que a mesma estava podre e corrupta. Conforme a constituição, legislar sobre as polícias é atribuição do Congresso Nacional. Isso inclui extinguir, unificar e outros. A avalanche de ações judiciais impetradas por delegados e policiais colocados em disponibilidade fizeram Amazonino restaurar o "status quo". O então governador teve que pagar vencimentos atrasados de todos os profissionais de Segurança Pública.
Em 1997, os professores da rede estadual fazem uma manifestação por melhores salários. Amazonino vai pessoalmente ao encontro deles acompanhado da Polícia Militar e dá a ordem para dispersar o movimento. A PM cumpriu à risca a ordem: 25 professores foram parar nos hospitais de Manaus e depois ainda foram presos.
Amazonino foi acusado de ser o principal articulador da compra de votos para a emenda da reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Segundo os acusadores, teria distribuindo 200 mil reais para cada deputado federal em troca da aprovação da emenda.
Segundo denúncia da revista Veja de 21 de abril de 1997, a fortuna de Amazonino é estimada em 200 milhões de reais. Mora numa casa espetacular nos arredores de Manaus, com piscinas em cascata e dois lagos artificiais, tem dois iates e um jatinho Learjet. Entretanto, seu patrimônio era um mistério: quase nada estava em seu nome. A matéria alega ainda que ele comprou o jato, em seguida o arrendou à Líder Taxi Aéreo, que por sua vez o arrendou ao governo do Amazonas. Dessa forma, o jato passou a servir exclusivamente ao então governador do Amazonas. Em troca, o governo estadual, de Amazonino, paga à empresa de aviação 230.000 dólares por mês, despesa que inclui a hospedagem permanente dos três tripulantes do avião no Hotel Tropical, o mais caro de Manaus.
No dia 04 de junho do mesmo ano, a Veja apresentou o que chamou de “Pororoca de Escândalo”, fazendo diversas denúncias de irregularidades nos mandatos de Amazonino. Um dos fatos pontuados é que Amazonino estaria diretamente ligado ao assassinato do empresário Samek Rosenski, dono da fábrica de relógios Cosmos, morto em São Paulo. A denúncia foi feita por um empresário de Manaus, Fernando Bomfim, antigo testa-de-ferro de Amazonino. As acusações levantadas pela revista levaram a instauração de um projeto que está sendo julgado até hoje.
Em 06 de agosto, a revista Isto É publicou a matéria "Faroeste Amazônico", onde acusa Amazonino de envolvimento com o narcotráfico na região norte.
Em 2001 foi realizada em Manaus uma festa rave, onde passaram 45.000 pessoas. O governo estadual gastou 3,6 milhões de reais com a festa, sem licitação alguma. O filho de Amazonino era um dos promoters do evento.
No dia 27 de novembro de 2008, Amazonino e se vice-prefeito, o então deputado federal Carlos Souza (PP), foram cassados pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento. Ambos foram julgados por crimes de captação ilícita de sufrágio por conta da distribuição aleatória de vale-combustível e distribuição de material de propaganda eleitoral. No parecer, a magistrada condenou ainda Amazonino e Souza ao pagamento de multa individual no valor de 50 mil UFIRs (cerca de R$ 92 mil). O motivo da cassação foi a apreensão, pela Polícia Federal de 419 requisições de combustível com a inscrição "Eleições 2008 - Amazonino Mendes", que estavam com o gerente de um posto de gasolina no dia 4 de outubro.
5. CURIOSIDADES
Em seu primeiro mandato como prefeito de Manaus, Amazonino lançou as bases para o crescimento do Festival de Parintins. Em 1988 ele construiu o Centro Cultural e Desportivo Amazonino Mendes, o Bumbódromo de Parintins, com capacidade para 35 mil pessoas.
Em 1996 criou um bairro e um hospital para homenagear sua mãe, ambos com o nome de dela, Francisca Mendes. O Hospital foi concebido para ser um hospital de alta complexidade, inclusive para realização de transplantes, e foi onde ficou hospitalizado quando sofreu um acidente na cidade de Presidente Figueiredo, em 2004, negando-se a ser removido para hospitais particulares.