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Quais os defeitos do seu candidato?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010 - Por: Flavia Penido - Arquivado em: Colunistas

- “A Dilma é terrorista, sabia?"

- “Tá falando o que? O Serra acabou com o ensino em São Paulo.”

 
Esse é um dos exemplos de discussão encontrados à exaustão hoje em dia nas mesas de bar e principalmente na internet. O que isso influi na nossa evolução política além do fato de estarmos falando de política sem medo de irmos presos? Eu diria que nada. Diria ainda mais: seria maravilhoso se isso pudesse mudar.

Ao contrário do Cardoso, sou daquelas que lê manual, instruções etc (a ponto de ler instrução de extintor de incêndio com fogo em casa, acreditem!). Por isso, quando fui convidada para escrever aqui, fui olhar o vídeo e me encantei quando ouvi “política se discute sim”- porque pra mim não só se discute, mas há que se discuti-la com tolerância e elegância.

Há quem diga que não existem coincidências (Borges dizia que todo encontro casual é marcado e eu acredito) mas no momento em que olhava o vídeo e alguns posts, começou no Buzz do Inagaki uma discussão sobre tema que me é muito caro quando se fala de política: a capacidade (ou no caso, incapacidade) de pessoas esclarecidas discutirem política de forma civilizada – o que, acredito eu, seja o caminho mais seguro para evoluirmos na política e com isso, fazermos com que o nosso país melhore (Já falei que sou uma otimista e idealista incorrigível? Bom, tô avisando agora).

Como eu disse lá no tópico, entendo que por conta do silêncio imposto pela ditadura haja a necessidade por parte de alguns de vociferar impropérios contra o adversário eleitoral e seus eleitores; entendo que algumas pessoas sejam tão apaixonadas pelo tema que se inflamem perigosamente – mas com isso perdemos o melhor (a meu ver) do processo democrático, que é justamente a troca de ideias, de informação e com o produto deles, quais seja, a evolução, ainda que teórica.

Quanto a mim, sou um pouco diferente: meu objeto de paixão, de desejo, não é o meu candidato, meu partido (caso os tivesse, bem entendido); é pensar, descobrir novas formas de ver um assunto sobre o qual eu julgava ter opinião formada. Argumentar pra mim é uma dança entre duas pessoas, um jogo de sedução; e sedução não se ganha no grito, e sim na conversa, no jeito, no jogo de cintura (Alguém aí gosta de namorar homens ou mulheres das cavernas? Eu não. Preciso dizer mais?); nesse cenário, ganhar uma discussão para mim não é ter razão ou convencer o outro, mas enxergar um ponto antes não visto, é conseguir ver mais e além do que eu via antes. Posso contar?  Uma discussão que termina desta forma me dá (quase) o mesmo prazer de um encontro que termina com um beijo bem dado, deu pra entender?

 

(que tal a imagem acima, com uma interação entre o preto e o branco ao invés de uma briga de Spy vs. Spy?)

Voltando ao ponto: claro, já é um avanço que estejamos discutindo política, ainda que de forma precária. Tenho convicção que os anos de ditadura criaram um hiato, uma geração de pessoas que por não terem crescido ouvindo falar do tema (este não era um tema do qual se falava, muito menos na frente de crianças, né) não tem experiência ou traquejo na discussão. Pensando bem, talvez seja exatamente por isso que a maioria ainda discuta como se estivesse numa guerra de torcidas organizadas: porque efetivamente ainda somos crianças no processo democrático...

Opa, peraí, mas já tem uns 20 anos que a ditadura acabou... Já somos grandinhos nesse processo – tivemos inclusive um impeachment nas primeiras eleições diretas e sobrevivemos. Tenho certeza que podemos mais!! Ao menos, eu quero acreditar que podemos, e que estamos caminhando para isso. Duvidam?

Hoje em dia há diversos instrumentos de controle de nossos políticos (o Marcelo Soares destacou vários deles) e eu acredito que com o tempo a população vá se acostumar a usá-los. A própria internet nos permite uma maior proximidade com o processo legislativo, seja através de controle de projetos que nos interessam no site da Câmara e do Senado, seja através das consultas públicas, como a que está ocorrendo agora com relação à Lei de Direitos Autorais, ou mesmo através dos vários blogs ou Twitter (eu fui uma das que acompanhou a discussão do “Ficha Limpa” pela internet e mudei minha visão por causa desse acompanhamento).

No entanto, as discussões ainda são muito incipientes, muito na base da “torcida organizada”. Como eu disse quando comecei o texto, até compreendo que seja assim; mas compreender não significa contentar-se. A gente pode mais, a gente tem capacidade pra mais e, como já disse, acredito que efetivamente só com esse tipo de evolução as discussões deixarão de ser ruído, e passarão a trazer análises mais sérias, mais embasadas - e isso certamente fortalece não só a consciência política das pessoas mas o processo democrático e o processo político como um todo.

Então, proponho aqui que comecemos um exercício de diálogo, um exercício de tolerância. Ao invés de ampliarmos à bilionésima potência a discussão do início do texto, que tal fazermos uma análise dos pontos positivos do candidato adversário e dos negativos do seu? Que tal dizer “eu gostei quando fulano fez isso” do candidato adversário ao mesmo tempo em que refletimos e dizemos “meu candidato aqui fez besteira?”

Pra que isso é importante? Ah, vai que um de nós um dia é eleito Presidente da República, né? Eu adoraria que o bom senso imperasse, mantendo os bons projetos da gestão passada adversária. Mas para isso é necessário que admitamos que eles têm coisas boas, é preciso que reconheçamos que política não é uma batalha do bem contra o mal, uma novela da Janete Clair (as pessoas ainda sabem quem é Janete Clair? Quem não souber substitua por Gilberto Braga, ta?).

Pode ser seu candidato, ou suas “aplicações” aqui na Bovap. Vamos lá? Então me contem: o que vocês criticam nos seus candidatos? E o que vêem de bom no candidato adversário?

 

Flavia Penido, advogada e blogueira.

 

 

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  • 08/09/2010

    Flavia, muitíssimo bem ponderado. Num mundo perfeito não só as discussões políticas seriam conversas - e não discussões - mas também as relações interpessoais se baseariam no ouvir e ser ouvido (e não no falar e ser ouvido!). Mas o mundo perfeito ainda não se concretizou, não é? A coisa que mais me irrita é ver aqueles discursos apaixonados e estúpidos (como toda paixão, convenhamos) dos cabos eleitorais deste ou daquele candidato. O bom senso simplesmente não chegou ali! O pior de tudo é olhar para o nosso cenário atual e perceber que nada há de nos salvar, uma vez que os candidatos atuais sequer valem o tempo perdido numa discussão. Mundo perdido e a revolução muuuuuito longe de acontecer... Certo? É, confesso, estou incrédula!
    Por MarianaMSDias . marianaquersaber@gmail.com
    http://miscelaneas.com.br
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As diferenças entre o que acontece na BOVAP e as pesquisas de intenção de voto

quarta-feira, 1 de setembro de 2010 - Por: Lúcia Freitas - Arquivado em: Colunistas

Tenho orgulho de ser uma das pessoas “fundadoras” da BOVAP. Este projeto, além de importante para a cidadania, é uma interessante forma de avaliar a diferença entre o que acontece em diferentes ambientes.

Desde o início, quando testamos o sistema, ficou claro para mim que o que veríamos aqui seria muito diferente do que aconteceria no noticiário e mesmo nas pesquisas de opinião durante as eleições em 2010.

Se você acompanhar os relatórios de movimentação aqui no Blog da BOVAP verá isso em números. As maiores altas são candidatos que, nas pesquisas pelo Brasil, “não serão” vencedores nas urnas. Não serão entre aspas mesmo, porque a gente não pode dar resultado antes do dia 3 de outubro. E esta é a grande graça desta Bolsa de Valores. Ela mostra que, muito além dos números, existem valores.

Eu já expressei, lá no Ladybug, o que sinto a respeito da política no Brasil: é dia a dia. Acredito que vale, sim, a gente conversar sobre a importância de expressarmos o que pensamos como cidadãos. A BOVAP é um lugar onde isso acontece todo dia, em simples cliques que mostram quais são os homens e mulheres públicos que honram o público.

No dia a dia, a gente encontra os desmandos não só em gabinetes, Assembléias, Tribunais. Eles estão nas ruas, praticados por nós, cidadãos. E é disso que se trata a política: o que fazemos no dia a dia; a postura com que recebemos e transmitimos informações; o cumprimento (ou não) das leis que, sim, são para todos.

Está na hora do Brasil ser realmente um país de todos. Até agora isso é só slogan. Vamos transformar isso em realidade? Conte para a gente como você acha que isso deve ser feito aí nos comentários.


* itens de preenchimento obrigatório

  • 08/09/2010

    é engraçado ver a Marina tão bem na BOVAP, e tão mal nas pesquisas... sua baixa aprovação nas pesquisas é até compreensível, mas como explicar essa evidência tão grande aqui, e é uma coisa já de tempos ou, como diriam seus adeptos, é algo "sustentável"... risos
    Por wally . wallysou01@gmail.com
    http://wallysou.com
  • 08/09/2010

    Wally, isso faz sentido sim. Minha impressão é que a Marina vai muito bem na BOVAP, porque a maioria dos brasileiros gosta bastante dela - até mais que do Serra e da Dilma - entretanto, não vota nela para presidente.
    Por Claudia . claudiasfsantos@gmail.com
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Ibovespa fecha em alta de +1,38%, mas perde -3,51% em agosto

terça-feira, 31 de agosto de 2010 - Por: Eduardo Matsura - Arquivado em: Colunistas

Pregão BOVESPA 31/08/2010

O Ibovespa fechou em alta de +1,38% aos 65.145 pontos; após a forte alta de 10,8% no mês de julho, o índice perdeu -3,51% em agosto. O índice Dow Jones fechou estável (+0,05%) e também ficou negativo no mês de agosto (-4,31%), depois de valorizar +7,08% no mês anterior. A inversão da tendência ocorreu no início de agosto e ainda permanece; a constatação de que a recuperação da economia americana está muito lenta foi um dos principais motivos da queda. Amanhã sai uma prévia sobre o desemprego nos EUA (“ADP Employment” – veja a agenda abaixo) e na sexta-feira o “payroll”; estes indicadores podem determinar a continuidade do viés baixista ou uma eventual reversão (ao menos no curto prazo).

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As ações da Petrobrás voltaram a subir (PETR4 +2,4%), mas com volume bastante reduzido; os grandes investidores ainda aguardam a definição do preço do barril de petróleo (cessão onerosa) e “por tabela” o valor final da capitalização (há uma expectativa de divulgação para esta quarta-feira). A VALE5 (+1,79%) e a MMXM3 (+2,2%) fecharam em alta, mas a principais siderúrgicas não acompanharam e fecharam negativas ou próximas da estabilidade. Os setores de construção, financeiro e consumo obtiveram altas expressivas; o setor elétrico foi o destaque negativo.

O gráfico diário do Ibovespa (veja abaixo) mostra o rompimento da LTA (linha de tendência de alta) e do primeiro nível de suporte nos 66.000 pontos, determinando um viés de baixa no curto prazo. Por outro lado, a figura “envolvente de alta” (sinaliza reversão da baixa) formada recentemente ainda não foi invalidada (apesar da baixa no pregão anterior); a alta de hoje (com maior volume) renova a expectativa de uma reação compradora.

 

Maiores altas: BRFS3(+4,62%), AMBV4(+3,36%), JBSS3(+3,33%), TNLP4(+3,25%) e MRVE3(+3,02%).

Maiores baixas: CPLE6(-2,31%),CMIG4(-2,27%), ECOD3(-2,25%), CPFE3(-1,96%) e LIGT3(1,75%).

Agenda de 01/09/2010



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Usando homebroker pela primeira vez

segunda-feira, 30 de agosto de 2010 - Por: Renmero Rodrigues - Arquivado em: Colunistas

Sempre fiquei fascinado por coisas que envolvem o mercado de ações - suas palavras de ordem de compra e venda, lucros astronômicos e oportunidades diárias de fortuna. Claro que deve  parecer muito mais atraente assim de longe, através de filmes e matérias de TV que mostram corretores se descabelando ou se dando bem. No dia a dia confesso que fico um pouco assustado por não entender bem o que está acontecendo.

Investir alguma grana nisso sempre me pareceu um passo muito longo, ainda mais porque estou na casa dos vinte anos e nem sei se é permitido gente da minha idade operar na bolsa. Nem sei quanto preciso para começar. O que vou comprar e como. E depois que comprar, o que fazer para ganhar algo, vou ter que assistir o Bloomberg? Entra o homebroker e a BOVAP.

Sorri muito quando descobri que homebroker é uma forma de administrar ações sem precisar ligar para alguém ou assistir o Bloomberg. É como um World Of Warcraft, só que bem sério e com dinheiro de verdade. E com o mundo real como cenário.

Difícil não abrir o painel e não se sentir o próprio Tony Stark (ou Gordon Gecko, para os de referências mais clássicas), obervando gráficos, projeções e operando ações com a autonomia de quem está há anos no mercado. Homebroker consegue fazer as coisas mais interessantes e, porque não, divertidas.

Só que antes de começar a investir dinheiro de verdade nesse jogo, estou tendo a oportunidade de operar na BOVAP. Políticos ao invés de empresas. O que faz todo o sentido para mim, ainda mais em tempos de eleição, onde a enorme exposição que os candidatos sofrem ajuda a tomar decisões mais facilmente. Não preciso ler o jornal na parte de mercado, vou na de política mesmo. Debates televisivos e até mesmo mensagens no Twitter influenciam o preço das ações.

Descobri que política é algo mais simples do que parece. E que tão fácil quanto ignorar esse mundo, é entendê-lo. Dá até para arriscar a prever “o mercado” lendo entrevistas e acompanhando pesquisa de intenções de voto. Uma que você entende as motivações de cada candidato e seu partido, as coisas ficam mais claras.

Sempre achei entediante saber essas coisas, agora quero saber tudo o tempo inteiro. Já fico lambendo os dedos imaginando o que farei assim que começar a chegar na reta final das eleições; Que ações comprar e quando. Tenho um plano (acredito que todo mundo deva ter um) que certamente me fará ganhar alguns milhares na bolsa.

E você, já tem o seu?

 

   

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Quando o complicado é simples

terça-feira, 13 de abril de 2010 - Por: André Czarnobai - aka Cardoso - Arquivado em: Colunistas

Olá, amigo BOVAPER!

Eis-me aqui EMBRENHADO novamente nas profundezas desta emblemática Bolsa de Valores Políticos na tentativa de extrair da AVENTURA algum tipo de conhecimento ÚTIL para compartilhar com aqueles de vocês que, assim como eu, ainda BATEM um pouco de CABEÇA no AFÃ de OPERAR com EFICÁCIA.

Essa semana, o HOT TOPIC é o bendito IPO.

Forgive me father, for I have sinned: como DOLOROSAMENTE admiti semana passada, não tenho esse SALUTAR hábito de consultar manuais, guias, COMPÊNDIOS e outros livros de REGRAS em geral. Em outras palavras: não li o BLOG nem assisti os TUTORIAIS da Bovap, que CERTAMENTE me explicariam de forma clara e objetiva o que raios é um IPO. Pra não ficar TÃO mal na parada, até dei uma ARRANHADA na superfície lendo o verbete da wikipedia sobre o assunto - mas na verdade não ajudou muito a entender coisa alguma.

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A boa notícia pra mim e pra você (que fez o mesmo) é que ENTENDER o que é um IPO não é o ponto central deste post.

Até porque, no fim das contas, é mais importante é saber COMO esse troço funciona.

Como em todas as coisas nesta vida, no tocante ao IPO existem também DOIS caminhos na direção do conhecimento. Um é mais FÁCIL. O outro, mais DIFÍCIL. Se você simplesmente CLICOU num link que dizia "clique aqui para fazer a sua reserva" logo depois que abriu o e-mail que a Bovap enviou falando sobre o IPO de um candidato, PARABÉNS: você optou pelo mais FÁCIL.

Mas se você (como eu) NÃO fez isso, bem vindo ao VIETNÃ.

"E agora, como é que eu vou encontrar essa coisa?" é o primeiro pensamento que me ASSOMBRA.

"Vai levar HORAS", exagero.

No fim das contas, vou te contar que a coisa nem é assim tão DRAMÁTICA.

Uma vez LOGADO na BOVAP, basta acessar o PAINEL para descobrir que um dos seus INSTRUMENTOS é justamente "IPOs" (Dica: não se deixe iludir pelo S: é apenas um indicador do PLURAL). Realize o ACESSO, clicando sobre as LETRAS. Pronto. Simples assim. Não preciso dizer mais NADA: o resto é totalmente auto-explicativo. Dentro da seção dedicada às Initial Public Offerings da Bovap você encontra tudo que precisa saber sobre elas, do ponto de vista CONCEITUAL ao OPERACIONAL.

Há uma breve explicação sobre os métodos que a Bovap utiliza para definir valores, além de PROSPECTOS de todos os candidatos que tiveram suas ações incluídas no mercado dessa forma e uma OPORTUNA ferramenta que permite EFETUAR as tão desejadas RESERVAS - que, descobri tarde DEMAIS, funcionam apenas dentro de um período de tempo limitado.

Ou seja: às vezes o COMPLICADO é muito mais SIMPLES do que parece.

Quase NUNCA, mas enfim.

Quando acontece, é sempre bom.

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  • 13/04/2010

    Qual finalidade escrever algumas palavras em maiúculo?
    Por TEODOSIO . gerailsont@bol.com.br
  • 13/04/2010

    Cara, é uma LONGA história, mas basicamente está relacionado a uma ÊNFASE que o leitor supostamente deveria fazer na hora de INFLEXIONAR mentalmente as palavras que lê. Quase como uma DICA visual pra ajudar a interpretar melhor o RITMO e os SONS do texto.
    Por Cardoso . czarnobai@gmail.com
    http://qualquer.org
  • 13/04/2010

    Tu investe pra lucrar UVPs ou pensa no retorno real da valorização de bons políticos?
    Por Lucas . lucasbergallo@gmail.com
  • 14/04/2010

    Confesso que invisto mais pra lucrar com as UVPs do que por qualquer outro motivo.
    Por Cardoso . czarnobai@gmail.com
    http://qualquer.org
  • 14/04/2010

    Post bem esclarecedor, mas com relação ao objetivo do Cardoso de investir e lucrar UVPs eu gostaria de saber como vcs acham realmente que esta roda vai GIRAR? E os BOVAPERS vão deixar de investir simplesmente por lucro e ter o objetivo de valorizar os "BONS" políticos?
    Por Luiz Carlos . luiz_c_almeida@uol.com.br
  • 14/04/2010

    parabéns pelo projeto. Aproveite a ferramenta e faça o exercício de ensinar os usuários a avaliar da melhor forma um político.
    Por Luciana . luciana.santos@hotmail.com
  • 14/04/2010

    Como BOVAPER eu componho a maior parte da carteira com políticos que eu acredito. E também aproveito oportunidades para lucrar no curto prazo com outros políticos, na intenção de fazer grana pra comprar mais dos que eu acredito.
    Por Mauro Silva . mauro@livead.com.br
  • 19/04/2010

    well. Do jeito q imagino conhecer o público bovaper assim como os atuais sardinhas da bovespa real, também acho que de certa forma, análise fundamentalista de candidato tá pra lá de irrelevante. O que interessa é o lucro rápido, talvez abrindo duas ou três contas, manobrando preços, fazendo zé com zé, pra chegar ao topo da pontuação no link que nos leva a isso. Lembro-me muito bem de foruns na internet que faziam ranking daqueles que mais escrevem, e neguinho (branquinho também) escrevia qualquer bobagem só pra se manter em primeiro no rankind. Aqui na BOVAP penso que não tende a ser diferente. E eu sou um destes. Vejo gráfico semanal, mensal, e determino compra ou venda. Não vejo fundamentos. Porém, sempre há um porém, com alguns políticos não negocio, assim como no mundo BOVESPA, não compro açoes SOUZA CRUZ, nem TAURUS, nem aquelas que tem X no meio do nome... Questão de ética. Pode ser ética pessoal, mas é ética.
    Por walter tabax . tabax@uol.com.br
  • 26/04/2010

    Eu tenho participado dos IPO's alguns têm saído por valores bem interessantes, ou seja tem potencial de ganho bom. Já manipular o preço, abrir mais de uma conta e fazer "rolos" isso pode acontecer em qualquer mercado, na BOVAP e fora dela, mas eu prefiro ir dormir com a consciência tranqüila e se isso não for forte o suficiente ciente de que amanha a CVM, nem a Bolsa Supervisão de Mercado não virão me incomodar...
    Por carlos souza barros . carlos@souzabarros.com.br
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Perrengues para operar na BOVAP?

segunda-feira, 5 de abril de 2010 - Por: André Czarnobai - aka Cardoso - Arquivado em: Colunistas

Olá, amigos BOVAPERS.

Como vão vocês?

Buenas: em vez de propor a tradicional QUEBRA DO GELO com uma apresentação propriamente dita, decidi que teria muito maior IMPACTO fazer duas pequenas RESSALVAS a meu respeito - o que, no fim das contas, provavelmente acabará me apresentando MUITO MELHOR do que QUALQUER outra coisa que eu dissesse (pelo menos dentro deste CONTEXTO e para estes FINS).

... leia mais

Mas ENFIM. 
Vamos a elas:

1) Não sou grande fã de política: Depois de alguns anos de engajamento LIGHT e militância SUAVE, a última eleição em que votei foi a de 2006. A partir daí, sempre me mantive à margem tanto do DEBATE POLÍTICO quanto do EXERCÍCIO da CIDADANIA, em grande parte por não acreditar que o SISTEMA POLÍTICO, do jeito que está ESTRUTURADO, funcione - mas isso já é papo para um outro momento;

2) Não entendo NADA da Bolsa de Valores: Fora a visão romanceada e distorcida que absorvi dos desenhos, seriados e filmes de Hollywood, sei muito pouco do que REALMENTE rola no mercado de ações. Nos últimos anos, entretanto, diversos amigos e familiares passaram a investir na BOLSA e obter resultados variando entre o BOM e o EXCELENTE, o que acabou por me despertar um interesse (ainda que moderado) por esse universo;

Com tudo isso em mente, me pareceu extremamente OPORTUNO aceitar o convite que a BOVAP me fez, algumas semanas atrás, para ser um de seus primeiros OPERADORES. Era a chance que eu precisava para voltar ao debate político de uma forma LÚDICA e divertida enquanto aprendia um pouco sobre o funcionamento do mercado de ações. 

Uma situação sem perdas, o famoso DOIS COELHOS com uma CAJADADA. 

Segundos depois de receber o convite já saí fuçando no HOME BROKER de qualquer jeito, só pra sentir que tal. Não demorei muito pra entender a lógica da coisa, mas a verdade é que nunca me APROFUNDEI muito no seu MANUSEIO: não li o BLOG nem os TUTORIAIS e fui na base da tentativa-e-erro, praticando o EMPIRISMO total e irrestrito. No começo isso até que não foi problema, mas quando o número de usuários aumentou MUITO, modificando brutalmente todas as dinâmicas do mercado, senti a falta de algumas BASES para seguir operando com segurança. 

Nada de muito INTENSO: umas DIQUINHAS espertas aqui e ali, sobre aspectos muito PRÁTICOS da ferramenta pra mim já seriam suficiente.

Por exemplo, aquela CAIXA DE FERRAMENTAS que fica logo abaixo da tela do PREGÃO no HOME BROKER: quem realmente sabe usar os seus recursos? Até pouco tempo atrás, eu não tinha a menor idéia. Nem mexia ali. Via o feed de notícias, mas - confesso - nunca me animei a clicar em nenhuma. Aliás, alguém clica?

Outro dia, meio por ACIDENTE, acabei entendendo que as ABAS eram CLICÁVEIS, ou seja: cada um daqueles pequenos ICONES escondia dentro de si uma nova camada de informações e possibilidades. No CIFRÃO, por exemplo, está uma das informações que mais desejei conhecer desde que comecei a operar na BOVAP: qual era o meu montante TOTAL de GRANA, isto é: a soma do dinheiro que eu tinha disponível + o dinheiro que eu tinha em papéis. 

Logo abaixo, no que parece ser mesmo uma CARTEIRA, o valor individual de cada MONTINHO de ações de um determinado candidato. 

Por fim, nas SETINHAS OPOSITORAS, algo que teria me evitado muito ARREPENDIMENTO no passado recente: um monitor de ordens de compra e venda. Pra resumir a importância dessa ferramenta, se eu suspeitasse de sua existência, eu poderia ter evitado a compra de quase MIL ações do MALUF dois dias antes do episódio INTERPOL. 

Tudo isso pra dizer que antes de ter clicado naquele CIFRÃO, de forma totalmente arbitrária, num momento de ócio num fim-de-tarde, eu nem sequer IMAGINAVA que existia um recurso que me permitisse CANCELAR uma ordem de compra ou venda, caso eu mudasse de idéia dentro daquele prazo mágico de 15 dias em que elas são postas em VIGOR.

Conclusão: o EMPIRISMO pode ser muito bom, mas confiar DEMAIS nas suas próprias investigações pode ser perigoso. Se eu tivesse separado 20 minutos da minha tarde para ler meia dúzia de posts específicos no BLOG ou ver um ou dois vídeos, certamente teria resolvido minhas dúvidas de uma forma MUITO mais rápida e eficiente. Preciso reconhecer: PEQUEI pela falta de disposição para PROCURAR todas as respostas que - certamente - estão ao alcance de um clique, neste mesmo site.

 Foi só comigo isso ou mais alguém também passou esse mesmo PERRENGUE tentando operar na BOVAP? 

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  • 05/04/2010

    é, acho que ainda estou nesta fase de operar sem o devido conhecimento, ainda bem que o dinheiro é fictício...
    Por Adriano Sangaletti . adrianosangaletti@gmail.com
    http://www.leoonline.com.br
  • 05/04/2010

    Sorte minha que quando eu entrei, logo o 1º dia aberto ao publico eu tava a toa e aí fiquei com disposiçao de ver os videos e ler os posts, mas a verdade é q eu aprendi mais fuçando.
    Por carlos adao . carlos.adao61@yahoo.com.br
  • 06/04/2010

    Desde o início sempre acessei as ferramentas, mas acredito ainda que, a maioria dos participantes, estão mais preocupados no ranking do que na diferença que esses valores políticos representam para o nosso país. É impressionante ver como algumas ações valem absurdamente mais que outras.
    Por GERAILSON TEODOSIO . gerailsont@bol.com.br
  • 06/04/2010

    Infelizmente aprendi a ler manuais antes de usar as coisas q não conheço da pior forma, estragando um aparelho que acabara de comprar, com a Bovap foi diferente, estudei antes de usar, mas as variações de valores me fizeram fazer maus negócios.
    Por Carlos Eduardo P. de Brito . iarobati@hotmail.com
  • 06/04/2010

    Acho que aprendi a operar na bolsa, mas ainda não me sinto seguro pra botar reais. Por enquanto vou continuar por aqui experimentando a minha capacidade.
    Por Juliano . juantrax@yahoo.com.br
  • 06/04/2010

    A propósito, adorei o seu texto. Se você continuar escrevendo aqui acho que vou aprender ainda mais.
    Por Juliano . juantrax@yahoo.com.br
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Um cinto de utilidades para você fiscalizar a política

sexta-feira, 19 de março de 2010 - Por: Marcelo Soares, colunista de política do site da MTV Brasil - Arquivado em: Colunistas

Para enfrentar o crime em Gotham City, o Batman usa um cinto de utilidades onde ele carrega tudo aquilo de que ele possa eventualmente precisar: corda, bumerangues, shurikens, algemas, cápsulas de fumaça, gás pimenta, chaves-mestras, binóculos, tubo de mergulho.

Se você quer acompanhar as atividades dos nossos caríssimos políticos e checar se o que eles dizem é verdade ou mentira, também pode montar um pequeno cinto de utilidades nos Favoritos do seu computador. São websites que trazem ou retrabalham informações públicas para que você possa constatar pessoalmente, sem depender do diz-que-diz, o que eles fazem ou deixam de fazer. Conheça alguns abaixo:

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA DO GOVERNO FEDERAL
 - Este site é uma mina de ouro. Aqui, você pode ver como funcionários públicos gastam grana com o cartão corporativo, pode ver os repasses do governo para sua cidade, pode ver quem ganha bolsa-família e pode ver também os pagamentos feitos pelo governo a seus fornecedores. Vale muito a pena fuçar.

VERBAS INDENIZATÓRIAS - Escolha seu deputado ou senador favorito e veja como ele anda gastando a grana dos seus impostos.

TSE – CONTAS ELEITORAIS – Você pode saber quem doou para quem e quem recebeu de quem, nas eleições de 2008, 2006, 2004 e 2002. Tem uma interface meio complicada de usar, e se uma empresa tem vários CNPJs é preciso olhar um por um.

EXCELÊNCIAS - Mantido pela ONG Transparência Brasil, é uma espécie de Orkut dos parlamentares. Ele reúne num só lugar estas informações: breve biografia do político, processos a que responde, notícias sobre corrupção em que é citado, como votou em vários projetos, o quanto ele falta, como gasta verbas indenizatórias, quem bancou sua campanha e qual é seu patrimônio. Não é pouca coisa. Melhor ainda: o serviço ainda informa os e-mails dos sujeitos, por mais que eles tenham lá funcionários para apagá-los. Estão disponíveis dados de deputados federais, senadores, deputados estaduais e vereadores das capitais.

ÀS CLARAS - Escolha seu político favorito e veja quem bancou a campanha dele. Escolha suas empresas ou empresários favoritos e veja que políticos eles bancaram. Tem dados das eleições de 2002, 2004 e 2006, só de 2008 ainda não entrou. Os dados são obtidos com o TSE, mas a interface é muito mais fácil de usar.

POLÍTICOS DO BRASIL – Criado pelo jornalista Fernando Rodrigues, este website traz uma coleção de declarações de bens, entregues pelos próprios políticos quando se candidatam a algum cargo. Com esses dados, você pode ver que bens eles declaram ter e o quanto eles enriqueceram no exercício do poder, com dados entregues por eles próprios à Justiça Eleitoral. (Mas atenção: em várias vezes é possível que o enriquecimento seja legítimo.)

CONTAS ABERTAS – Traz o Orçamento brasileiro e a sua execução – por programa, pasta ou ação governamental. Faz análises semelhantes sobre o Orçamento dos Estados do Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A tecnologia disponível hoje em qualquer casa, somada às informações públicas, pode não ser tão avançada quanto aquela de que o Batman dispõe. Mas pode ajudar você a descobrir os Coringas e Pinguins da política.

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As verdades da internet: fatos ou boatos?

sexta-feira, 12 de março de 2010 - Por: Marcelo Soares, colunista de política do site da MTV Brasil - Arquivado em: Colunistas

De onde você tira informações para embasar seu voto? Como você checa essas informações? Você acredita em tudo o que lê na internet? Ou prefere confiar no que ouve dos amigos? E eles, como sabem o que dizem?

A busca de informações confiáveis é o calcanhar de Aquiles da inteligência humana – e, especialmente na internet, ela é minada de todo lado por todo tipo de interesse. Inclusive o simples interesse de confundir. Boatos abundam.

Lá em 1995, quando eu comecei a acessar a internet, fiquei sensibilizado com a história de um garotinho que estava doente no hospital, nos EUA, e pedia cartões do mundo inteiro. Mandei um. Era mentira: o guri era muito saudável e queria engordar sua coleção. Desde esse boato “inocente” dos primórdios da rede, muitos outros surgiram. Vários deles eram danosos ou traziam vírus. Mas os mais virulentos, de fato, são os da política.

Já reparou como as caixas de comentários dos blogs sobre política tendem a ficar inóspitas com o tempo, com comentadores brigando entre si por qualquer picuinha? Eu faço questão de passar longe delas – e de moderar bem a caixa de comentários do meu blog pra manter esses ignorantes longe. Eles não apenas brigam entre si: também espalham boatos, mentiras, meias-verdades e spams sobre seus candidatos favoritos e detestados, na expectativa de convencer incautos.

A julgar pelos boateiros de um lado, o Brasil virou a Suécia em oito anos. A julgar pelos boateiros do outro lado, o Brasil foi feito em ruínas em oito anos. Nenhum dos dois exageros bate com o que eu vejo. Em tempos de Wikipedia e de política 2.0, é extremamente fácil para os mal-intencionados de todo lado fazer com que mentiras passem por verdades. Eles sabem que é muito difícil alguém checar.

Cass Sunstein, professor de direito da universidade Harvard, escreveu um livro interessante sobre a lógica do boato, publicado no Brasil em janeiro: “A Verdade Sobre os Boatos – Como se Espalham e Por Que Acreditamos Neles”. De acordo com Sunstein, os boatos ganham força dentro de grupos específicos, conforme se ajustam a suas convicções prévias. O boato queima o filme do político Fulano, eu não gosto desse político, então deve ser verdade.

Sunstein exemplifica: “O boato falso de que a governadora Sarah Palin pensava que a África era um país, e não um continente, deu prazer a seus críticos. Sem dúvida, aqueles que a rejeitavam gostaram de acreditar que ela havia cometido uma asneira absurda como essa”. Quem gostava dela, porém, não via motivo para acreditar.

Com a informação repercutindo dentro de um grupo que tem as mesmas convicções, as chamadas “câmaras de ressonância”, o boato ganha força imediata dentro dele. Alguns blogs na internet, de um lado e de outro do espectro político, fazem esse papel de ressonância. (Pessoalmente? Passo longe deles. Não preciso lê-los para estar bem informado.)

Aí vem o pulo do gato: mesmo que fosse verdade que Palin pensava ser a África um país, seus simpatizantes igualmente rejeitariam esse dado.

“A maior parte dos boatos envolve assuntos sobre os quais as pessoas não têm conhecimentos diretos ou pessoais, então a maioria de nós submete-se à multidão. Na medida em que mais pessoas se submetem, fazendo a multidão crescer, surge o perigo real de que grandes grupos de pessoas acreditem em boatos, mesmo que eles sejam inteiramente falsos”, escreve Sunstein, antes de descrever uma experiência com downloads de música. Quando as cobaias acreditavam que uma música agradava mais gente do que outras, tinham mais propensão a classificá-la como boa. Algumas faixas tinham apelo independente da percepção de popularidade – e possivelmente isso ocorria porque de fato fossem boas. Mas o efeito de manada estava lá.

É a cascata informacional, irmã gêmea da cascata da conformidade: o sujeito pode discordar da multidão, mas não abre a boca pra não ser rejeitado pelo grupo. Isso também leva à polarizações de grupo. Na internet, essas polarizações de grupo podem ser estimuladas até mesmo por um desocupado só, postando sob vários nomes e brigando consigo mesmo.

Sunstein cita um estudo feito na década de 1940 pelos psicólogos Gordon Allport e Leo Postman. Segundo eles, a condição necessária para a polarização é que “indivíduos suscetíveis” estejam em contato entre si. “Redes sociais podem funcionar como máquinas de polarização, porque ajudam a confirmar e, portanto, a amplificar, as opiniões iniciais das pessoas”, escreve Sunstein.

Percebo isso muitas vezes em fóruns de quadrinhos. Um determinado título tem um autor e histórias considerados ruins. Exagerando: dentro de um grupo que conversa entre si todos os dias, um diz “não gostei”, o seguinte diz “detestei”, o próximo diz “é um lixo”, o que vem logo depois diz “só podem ser idiotas pra publicar essa @#$%” e o subsequente pede uma ação coletiva para queimar as bancas que vendem a revista. Mas a revista continua vendendo. Quem gosta certamente não participa da discussão. Ou, se participa, não abre a boca pra elogiar no meio de reações tão acaloradas.

Da mesma forma, boatos negativos a respeito do presidente Barack Obama tendem a repercutir com mais força entre republicanos, que se opõem a ele.

Uma forma de combater os efeitos danosos dos boatos é fazer circular informações verdadeiras. Mas quem está predisposto a não acreditar também pode duvidar delas. Com a internet, porém, existem outras formas de dar acesso à informações verdadeiras: os bancos de dados que podem ser consultados por qualquer um. Esse será o assunto do próximo post. Até lá.

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  • 13/03/2010

    Marcelo, muito interessante suas considerações. Nos reforça a proposta de que devemos manter reserva diante da primeira informação recebida, mas na verdade ponderarmos segundo a interpretação de novos fatos. Um fato que possa contribuir com suas considerações, poderiamos comparar às criticas externadas por "entendidos" de cinema que atribuem excelente conceito p/filmes que ao nosso ver, interpretação indivudual, não coincidi e nem por isso devemos a passar a gostar do filme indicado. Devemos sim, construir melhor compreensão para entender até quanto tem fundamento o comentário no tocante aos politicos.
    Por amauri . amauri_oliveira2708@yahoo.com.br
  • 14/03/2010

    Infelizmente no Brasil não há nada que torne o dono da maior rede de televisão do país mais responsável pelos boatos que vai espalhar do que um ignorante de blog.
    Por Hideo Chinen Junior . meunome000@gmail.com
  • 15/03/2010

    De fato, a facilidade que existe hoje em dia pra se criticar qualquer coisa deixa as pessoas realmente desinteressadas com a verdade, principalmente sobre a politica. Cada dia mais e maisa midia e capaz de "fazer" a cabeça da população.
    Por Rubens Fonseca . rubao_bh@hotmail.com
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Acompanhar a política tem muito a ver com investir na Bolsa de Valores

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 - Por: Marcelo Soares, colunista de política do site da MTV Brasil - Arquivado em: Colunistas

Nas duas atividades, estamos jogando com o nosso bem-estar futuro – seja financeiro, seja social. Na hora em que investimos, seja com os botões da urna ou com os do Home Broker, também não temos certeza absoluta de que o investimento não vá dar pra trás depois de alguns meses.

Existe, porém, uma diferença crucial entre as duas atividades: a forma como o cidadão trata a informação

Na Bolsa de Valores, como o investidor coloca a mão diretamente no próprio bolso para apostar no futuro, ele procura se cercar de ferramentas para tentar reagir às informações da maneira menos irracional possível. Procura conhecer a fundo de onde as empresas em que investem vieram, para onde pretendem ir e o que fazem com o dinheiro que ele investe. Procura olhar os números brutos, os gráficos, as tendências, os documentos. E também precisa acompanhar o que acontece com as empresas em que ele não investe – porque tudo isso mexe com o bolso dele. É exatamente por isso que os investidores conhecem a importância de as empresas que buscam investimento divulgarem o máximo de informações brutas sobre si próprias, para que uma avaliação honesta possa ser feita. Existem leis exigindo esse tipo de divulgação, e os investidores cobram seu cumprimento.

... leia mais

E a coisa não fica nisso. Um investidor em particular pode ter simpatia por empresas de tecnologia, por exemplo. Porém, se o que estão em alta são as commodities (trigo, soja etc.), ele sabe que não adianta dar murro em ponta de faca. Caso queira melhorar suas posições de longo prazo, no mínimo vai ter que acompanhar de perto como é que as commodities se comportam. Dependendo de como o mercado se comportar, ele pode colocar commodities na sua cesta de investimentos, ou deixar parte das ações de tecnologia temporariamente de lado. Não adianta sentar num canto e ficar resmungando contra a agricultura golpista que não deixa a tecnologia se valorizar.

Quando entramos na seara da política, porém, a coisa toda muda de figura.

Mais frequentemente o que acontece é alguém investir num candidato apertando no “confirma” e deixá-lo depois, durante quatro anos, ao sabor do mercado. Esse eleitor não se informa sobre como seu portfólio se comporta, e às vezes nem lembra de que ações seu portfólio é composto. Diversas pesquisas ao longo dos últimos anos mostram que uma parcela enorme dos eleitores esquece em quem votou logo depois de cumprir seu dever cívico obrigatório.

O problema é que o voto é como um cheque em branco: você dá esse cheque na urna, o candidato eleito depois preenche como bem-entender ao longo do mandato e esses eleitores mais desligados nem olham o extrato pra ver quanto foi sacado. Os repetidos escândalos da política mostram que em algumas vezes o saque é feito literalmente na boca do caixa. Você pode não estar acompanhando o candidato em quem votou, mas alguém acompanha. E geralmente esse alguém sabe muito bem cobrar a fatura, que é paga com o seu cheque.

Deixar os políticos fazerem o que bem entendem só colabora com a cultura de eles viverem numa terra paralela onde julgam não precisar prestar contas a quem banca sua dança das cadeiras e suas brigas de pátio de escola. Aliás, também banca os gordos contratos buscados pelos corruptores, deixando uma beirada para os corruptos. Ninguém vai ver mesmo, certo?

Claro que nem só de desligados é feito o eleitorado. Há alguns eleitores que acompanham com paixão e bile o que os seus candidatos favoritos e seus adversários fazem. Geralmente, a forma como esse pessoal acompanha a política parece da lógica do futebol. Ele escolhe um time para torcer (e cada um tem seus motivos pra escolher seu time) e, independente do desempenho, fica do lado do time contra seus adversários e muitas vezes até contra as evidências. Quem não está com ele está contra ele e só pode ter interesses escusos.

Nada contra, cada um sabe o que faz com seu fígado. Mas temos aí um problema: a vida real nunca funciona assim tão preto no branco. Nunca mesmo. Em dez anos cobrindo política, não conheci nenhum político ou partido que fosse competente o suficiente nem para nunca errar e nem para estar sempre errado.

Transformar política em Fla-Flu, Gre-Nal ou Atle-Tiba, transformando qualquer debate num pátio de escola, só colabora com a cultura de os nossos representantes viverem numa terra paralela onde eles julgam não precisar prestar contas a quem banca sua dança das cadeiras. A claque está garantida.

Em 1907, o autor anarquista Mikhail Bakunin escreveu o trecho abaixo no artigo "A Ilusão do Sufrágio Universal":

"É verdade que, em dia de eleição, mesmo a burguesia mais orgulhosa, se tiver ambição política, deve curvar-se diante de sua Majestade, a Soberania Popular. Mas, terminada a eleição, o povo volta ao trabalho, e a burguesia, a seus lucrativos negócios e às intrigas políticas. Não se encontram e não se reconhecem mais. Como se pode esperar que o povo, oprimido pelo trabalho e ignorante da maioria dos problemas, supervisione as ações de seus representantes? Na realidade, o controle exercido pelos eleitores aos seus representantes eleitos é pura ficção. Se, no sistema representativo, o controle popular é uma garantia da liberdade do povo, é evidente que tal liberdade não é mais do que ficção."

É claro que ele se referia ao que havia no século 19. Hoje, porém, temos na internet ferramentas para efetivamente exercer controle popular sobre os representantes eleitos. Esse controle só continua sendo ficção hoje porque é exercido muito esporadicamente. Questão de costume, mas a cada novo escândalo mais informação se torna pública – tornando cada vez mais possível acompanhar a atividade dos políticos como os investidores acompanham o mercado.

Para que a democracia representativa funcione, é preciso que a informação circule. Que o cidadão tenha acesso a ela e saiba interpretá-la. Parte desse papel é da imprensa, mas não todo. Um grande pedaço dessa fiscalização depende de cada um de nós. Nas próximas colunas, vamos conversar um pouco sobre onde buscar esse tipo de informação e como interpretá-la.

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  • 25/02/2010

    Vou torcer para que nosso povo aprenda desta forma. Eu mesmo sou um completo desiludido da nossa política e de nossos políticos. Talvez se esta experiência com a bolsa pudesse ser aplicada de outras formas, como em salas de aula, associações de classe, etc...as pessoas veriam a política de outra forma e passariam aí sim, a utilizar-se da capacidade de cidadãos e fiscalizar os seus eleitos.
    Por Geraldo Barboza . gerabarboza@gmail.com
  • 09/03/2010

    A ideia é realmente extraordinária! O jovem precisa ter ATITTUDE, por isso concordo que isso deve ser difundido nas faculdades e escolas, assim mostramos a importância do mercado financeiro tanto quanto do acompanhamento da política. Afinal, ambos mexem com nosso bolso direta ou indiretamente....
    Por Bruna Marcelino . bruna.ajmc@gmail.com
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